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SC liderou por 4 anos o ranking de cidades com o m² mais caro para compra de novos imóveis do Brasil

G1

Após um domínio notável que se estendeu por quatro anos e cinco meses, Santa Catarina cedeu a liderança nacional no ranking das cidades com o metro quadrado mais caro para compra de novos imóveis. O índice FipeZap, referência no mercado imobiliário brasileiro, registrou a ascensão de <b>Vitória</b>, capital do Espírito Santo, ao topo da lista, superando <b>Itapema</b> e <b>Balneário Camboriú</b>, que alternaram o posto anteriormente. Apesar da mudança no pico, o litoral catarinense continua a ser uma força incontestável no setor, mantendo quatro de suas cidades entre as cinco mais valorizadas do país, um testemunho da resiliência e atratividade do estado.

A hegemonia catarinense, que viu Balneário Camboriú reinar de março de 2022 a maio de 2026, seguida brevemente por Itapema em junho, reflete um período de intensa valorização impulsionado por fatores como a busca por qualidade de vida, o crescimento do turismo e investimentos em infraestrutura. A perda do primeiro lugar para Vitória, embora significativa, não diminui o impacto de Santa Catarina no cenário imobiliário nacional, que continua a atrair investidores e novos moradores com suas paisagens deslumbrantes e economias dinâmicas.

O Reinado Catarinense e a Ascensão de Vitória no FipeZap

O índice FipeZap, elaborado pela Fundação de Pesquisas Econômicas (Fipe) e divulgado mensalmente, é uma ferramenta crucial para entender a dinâmica do mercado imobiliário. Ele mede a variação dos preços de venda e locação de imóveis com base em anúncios veiculados na web, servindo como um termômetro da inflação imobiliária nas cidades monitoradas. A liderança de <b>Santa Catarina</b> por tanto tempo indicou um período de aquecimento sem precedentes, onde o valor do metro quadrado disparou, especialmente em municípios costeiro com alta demanda por imóveis de veraneio e residências de luxo.

A ascensão de <b>Vitória</b> ao primeiro lugar, com o metro quadrado avaliado em <b>R$ 15.448</b>, aponta para uma valorização expressiva que pode ser atribuída a diversos fatores, incluindo a limitação de terrenos para novas construções, o desenvolvimento econômico local e a crescente busca por imóveis em uma capital com alta qualidade de vida. É importante ressaltar que o FipeZap acompanha atualmente 56 cidades, um recorte do universo de mais de 5.500 municípios brasileiros. A metodologia, que se baseia em amostras de anúncios, embora representativa, possui particularidades que impedem a comparação direta de valores entre cidades devido às diferentes composições das amostras.

A Persistência da Força Catarinense: Quatro Cidades no Top 5

Mesmo com a mudança na liderança, a dominância de Santa Catarina na elite do mercado imobiliário brasileiro permanece inquestionável. Quatro de suas cidades figuram entre as cinco mais caras do país, evidenciando um ecossistema imobiliário robusto e diversificado. Essa presença maciça no topo reflete não apenas o apelo turístico e a beleza natural do litoral catarinense, mas também a solidez de suas economias locais, o investimento em infraestrutura e a busca por um estilo de vida diferenciado.

A lista atualizada do FipeZap destaca essa força, com valores que superam significativamente a média das 56 cidades analisadas (R$ 9.900):

Vitória (ES): O Novo Líder

Com o metro quadrado a <b>R$ 15.448</b>, Vitória assume o posto mais cobiçado. A capital capixaba é reconhecida por sua beleza natural, mesclando ilhas e continente, além de um forte polo econômico e portuário. A limitação de espaço para expansão urbana e a alta procura por imóveis em áreas nobres contribuem para a valorização contínua.

Itapema (SC): Vice-Liderança com Crescimento Acelerado

Antiga líder e agora na segunda posição, <b>Itapema</b> registra <b>R$ 15.403</b> por metro quadrado. Com cerca de 75,9 mil moradores (Censo 2022) e a apenas 70 km de Florianópolis, a cidade é um fenômeno de crescimento. Suas praias extensas, investimentos em infraestrutura e um plano urbanístico que privilegia a verticalização à beira-mar atraíram um grande número de investidores e moradores, catapultando-a para o topo da valorização imobiliária.

Balneário Camboriú (SC): O Polo do Luxo Verticalizado

Com o metro quadrado em <b>R$ 15.295</b>, <b>Balneário Camboriú</b> solidifica sua posição como um dos mercados mais exclusivos do Brasil. A cidade, com 138.701 habitantes, é famosa por seus arranha-céus que desafiam os céus, atraindo um público de alto poder aquisitivo. É também o principal polo turístico da região e lidera em uso de apartamentos como domicílios ocasionais, indicando uma forte demanda por imóveis de veraneio e investimento em luxo, o que pressiona os preços para cima.

Florianópolis (SC): A Capital da Qualidade de Vida e Inovação

A capital catarinense, <b>Florianópolis</b>, tem seu metro quadrado avaliado em <b>R$ 13.461</b>. Com 537.213 pessoas (Censo 2022) e mais de 100 praias paradisíacas, a cidade é consistentemente reconhecida pela sua alta qualidade de vida e como a mais competitiva do Brasil. Esse status atrai profissionais qualificados e empresas de tecnologia, impulsionando a demanda por imóveis e valorizando o mercado em toda a ilha e continente.

Itajaí (SC): Poder Econômico e Diversidade Portuária

Fechando o top 5, <b>Itajaí</b> apresenta o metro quadrado a <b>R$ 13.301</b>. Com 287 mil habitantes, a cidade abriga um dos maiores portos do país e possui o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) do estado. Sua economia diversificada, que inclui logística, indústria e turismo, juntamente com o desenvolvimento de áreas como a Praia Brava, a posiciona como um importante polo de negócios e atrativo para residência e investimento.

Implicações e o Futuro do Mercado Imobiliário Catarinense

A valorização contínua do metro quadrado em Santa Catarina traz consigo uma série de implicações. Para os investidores, a rentabilidade pode ser atrativa, mas para os moradores locais, especialmente aqueles de menor renda, a acessibilidade à moradia torna-se um desafio crescente. A alta demanda por imóveis, muitas vezes de alto padrão, eleva o custo de vida e pode gerar um movimento de gentrificação em algumas áreas.

O futuro do mercado imobiliário catarinense dependerá de diversos fatores, como as políticas urbanísticas, o desenvolvimento econômico sustentável e a capacidade de atrair novos investimentos sem comprometer a qualidade de vida. A força das cidades no ranking FipeZap sugere que Santa Catarina continuará a ser um epicentro de interesse nacional e internacional, solidificando sua posição como um dos mercados mais dinâmicos e valorizados do Brasil, mesmo com a alternância na liderança.

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Fonte: https://g1.globo.com

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