PUBLICIDADE

Obra de alargamento termina em praia de SC após 75 dias; vídeo de drone mostra antes e depois

G1

Após 75 dias de intensos trabalhos, a obra de alargamento da faixa de areia em Balneário Piçarras, no Litoral Norte de Santa Catarina, foi oficialmente concluída. A finalização dos serviços, confirmada pela prefeitura na manhã de sexta-feira (10), representa um marco importante para a cidade, que vê na revitalização de sua principal praia um pilar essencial para o turismo e a economia local. Um vídeo de drone, divulgado pelo município, oferece uma perspectiva aérea impactante do 'antes e depois', revelando a nova dimensão da orla. Com a intervenção, a faixa de areia agora apresenta uma largura média que varia entre 37 e 42 metros, um ganho substancial que promete maior resiliência contra a erosão costeira e uma experiência aprimorada para visitantes e moradores. Um evento de inauguração formal está planejado para maio, após a completa desmobilização do canteiro de obras e a remoção das tubulações, que ainda estão sendo finalizadas.

A Luta Contínua Contra a Erosão Costeira: Por Que o Alargamento é Vital

Esta recente intervenção não é um evento isolado; ela marca a quarta obra de alargamento realizada na mesma praia, evidenciando a persistência e a intensidade dos desafios impostos pela erosão em Balneário Piçarras. O prefeito Tiago Baltt destacou o aumento na frequência e intensidade dos eventos de ressaca que, segundo dados municipais, cresceram em até 40% nas últimas décadas. Esse cenário crítico, influenciado por fenômenos naturais como correntes marítimas e marés, e potencialmente agravado por mudanças climáticas e a crescente urbanização costeira, tem gerado danos significativos à infraestrutura pública, incluindo calçadões, sistemas de drenagem e edificações, impactando diretamente a qualidade de vida dos habitantes. A readequação da orla, portanto, transcende a estética, tornando-se uma medida vital para a proteção da cidade e para a sustentabilidade de seu desenvolvimento. Relatórios técnicos da Defesa Civil municipal foram cruciais, expondo um 'cenário crítico e progressivo de erosão costeira' com 'registros históricos de eventos severos entre 2003 e 2025' que justificaram a urgência e a amplitude do projeto.

Engenharia e Logística de Grande Escala: A Draga Amazone em Ação

O projeto de alargamento abrangeu um trecho de 2,43 quilômetros, estendendo-se do molhe da Barra do Rio Piçarras até a região após o molhe da Avenida Getúlio Vargas. Inicialmente previsto para 2 quilômetros, a extensão foi ampliada em 430 metros para o Norte, uma decisão baseada na gravidade dos relatórios de erosão que indicavam a necessidade de uma proteção maior naquela área. A complexa operação foi realizada pela draga Amazone, uma embarcação especializada no bombeamento de grandes volumes de areia do fundo do mar para a orla. Com capacidade para bombear cerca de 6 mil metros cúbicos de areia por dia, a Amazone realizou até quatro operações diárias, num esforço contínuo que resultou na deposição de mais de 493 mil metros cúbicos de material. Esse volume colossal, equivalente a mais de 50 mil caminhões de areia, foi extraído de uma jazida submarina a aproximadamente 10,5 quilômetros da Praia Central, nas proximidades da Ponta da Vigia, no município vizinho de Penha. A escolha cuidadosa da jazida garante que a areia extraída possua características físico-químicas e granométricas compatíveis com a da praia original, essencial para a estabilidade e a integração ambiental do novo material.

Investimento Estratégico e Financiamento da Obra

Os investimentos para esta obra monumental superaram os R$ 40 milhões. Este montante foi custeado por uma combinação de fontes: o Fundo de Manutenção da Praia (Fumpra) e recursos próprios do município. O Fumpra, um mecanismo financeiro criado especificamente para a conservação e revitalização das praias, destaca a inovação na gestão pública para enfrentar desafios ambientais recorrentes. Essa alocação significativa de recursos sinaliza um compromisso financeiro estratégico e de longo prazo da administração municipal, garantindo que a proteção da orla seja vista como um investimento direto na economia turística, na valorização imobiliária e, sobretudo, na qualidade de vida dos cidadãos, além de proteger a infraestrutura urbana costeira contra a força do mar.

Impacto no Desenvolvimento e Turismo de Balneário Piçarras

A Praia Central é, sem dúvida, o principal atrativo turístico e econômico de Balneário Piçarras. A cidade tem experimentado um crescimento demográfico notável, com sua população saltando de aproximadamente 17 mil para 27 mil habitantes entre os censos de 2010 e 2022, um crescimento de 58%. Este aumento acentuado exige infraestruturas resilientes e atrativas para suportar a demanda crescente. Uma orla ampliada oferece não apenas mais espaço para lazer e segurança aos banhistas, mas também atua como uma barreira natural mais robusta contra as ressacas, protegendo o patrimônio edificado e os empreendimentos turísticos à beira-mar. A valorização da praia impacta diretamente a atração de visitantes, a geração de empregos no setor de serviços e a arrecadação municipal, fortalecendo a posição de Balneário Piçarras como um destino de destaque no litoral catarinense e promovendo seu desenvolvimento socioeconômico de forma sustentável e planejada.

O Desafio do Selo Bandeira Azul e a Meta da Recuperação

Um ponto sensível e amplamente debatido durante a execução da obra foi a retirada temporária do prestigiado selo internacional Bandeira Azul de três praias: a Central, a Praia de Piçarras e a Praia da Barra do Rio Piçarras. Este selo, reconhecido globalmente, é concedido a praias e marinas que atendem a rigorosos critérios relacionados à qualidade da água, gestão ambiental, segurança, serviços e educação ambiental. Antes da intervenção, Balneário Piçarras orgulhava-se de ter todo o seu litoral premiado. A organização do programa esclareceu que a medida se deu porque obras de grande porte, como o alargamento, podem 'impactar temporariamente alguns dos critérios necessários para a manutenção do hasteamento da Bandeira Azul durante o período de execução'. É importante notar que a Praia da Ponta do Jacques manteve seu selo ambiental até 31 de março, encerrando a temporada 2025/2026 com a certificação, um indicativo do compromisso ambiental geral do município. A prefeitura já reafirmou seu objetivo de recuperar o selo para todas as praias do município, o que demandará monitoramento contínuo da qualidade ambiental, adequação da infraestrutura e a demonstração de que os altos padrões de sustentabilidade e segurança foram restabelecidos e serão mantidos.

Próximos Passos: Desmobilização e o Futuro Imediato da Orla

Com o bombeamento final da draga Amazone, a etapa mais visível da obra foi concluída. Entretanto, o trabalho logístico continua. O trecho da Praia da Barra permanece temporariamente interditado para a desmobilização do canteiro de obras, um processo que envolve o trânsito de equipamentos pesados, transporte de tubulações e maquinário, com previsão de finalização em até 10 dias. Esta fase é crucial para garantir a segurança da área e preparar a orla para ser totalmente usufruída, culminando no evento de inauguração formal que celebrará o novo capítulo da Praia Central de Balneário Piçarras. A revitalização da orla é um passo decisivo para fortalecer a resiliência da cidade frente aos desafios climáticos, protegendo seu patrimônio natural e impulsionando seu desenvolvimento turístico de forma sustentável, garantindo um espaço de lazer e convívio para as futuras gerações.

Mantenha-se informado sobre este e outros temas vitais para o desenvolvimento de Santa Catarina! No Palhoça Mil Grau, você encontra as notícias mais completas, análises aprofundadas e tudo o que movimenta nossa região. Não perca nada: clique e explore mais sobre os projetos, eventos e histórias que fazem a diferença em nosso estado. Sua jornada de conhecimento sobre o litoral catarinense continua aqui!

Fonte: https://g1.globo.com

Leia mais

PUBLICIDADE