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TDAH na infância: psicopedagoga aponta 10 sinais normalmente ignorados

1 de 1 Ilustração de cabeça com peças de quebra-cabeça ao redor - Psiquiatras explicam os pr...

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é uma condição neurobiológica que impacta milhões de crianças globalmente, afetando seu desenvolvimento e desempenho. Em Palhoça e região, a compreensão aprofundada do TDAH é crucial para que pais e educadores possam oferecer o suporte necessário. Frequentemente, os sinais mais evidentes são reconhecidos, mas muitos indicadores sutis acabam sendo negligenciados, atrasando um diagnóstico e intervenção que podem transformar a vida de uma criança. Este artigo se aprofunda nesses sinais pouco notados, com a expertise de profissionais da área.

Desvendando o TDAH na infância: para além da agitação visível

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por padrões persistentes de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade que interferem significativamente no funcionamento diário. Contrário à percepção popular, não se limita à criança 'ligada no 220V'. A desatenção, por exemplo, pode ser a faceta predominante e passar despercebida, sendo confundida com falta de interesse ou preguiça. Estima-se que afete entre 5% e 8% das crianças em idade escolar, evidenciando a necessidade de uma observação atenta e informada, desmistificando a ideia de que o TDAH é uma questão de má criação.

O olhar da psicopedagogia: 10 sinais frequentemente ignorados

A psicopedagogia, ao aliar conhecimentos da psicologia e da pedagogia, oferece uma perspectiva valiosa para identificar padrões de comportamento e aprendizagem que podem sinalizar o TDAH. Segundo a Dra. Ana Paula Silva, psicopedagoga renomada em Santa Catarina e especialista em desenvolvimento infantil, muitos pais e educadores desconsideram indicadores importantes. Ela aponta dez sinais que, embora comuns, são frequentemente ignorados, mas que podem ser cruciais para um diagnóstico precoce e a implementação de estratégias de apoio eficazes:

Os 10 sinais de TDAH na infância frequentemente ignorados

1. <b>Dificuldade persistente em manter o foco em tarefas não-prazerosas:</b> A criança demonstra hiperfoco em atividades de interesse, mas falha em sustentar a atenção em tarefas monótonas ou obrigatórias, mesmo compreendendo sua importância. Não é falta de capacidade, mas um desafio na regulação da atenção dirigida.

2. <b>Organização caótica e dificuldade com planejamento:</b> Perder objetos constantemente, ter a mochila desorganizada e enfrentar dificuldades para planejar e executar sequências de tarefas são sinais. Essa desorganização crônica, muitas vezes vista como descaso, é um sintoma da disfunção executiva do TDAH.

3. <b>Hiperfoco em atividades de alto interesse:</b> O oposto da desatenção, o hiperfoco em jogos, leituras ou hobbies favoritos pode mascarar o TDAH. Pais e professores veem a capacidade de concentração, mas não percebem a incapacidade de transferir esse foco para outras demandas, gerando confusão.

4. <b>Dificuldade em seguir instruções complexas ou múltiplas:</b> Crianças com TDAH frequentemente se perdem ao receber múltiplas instruções ou comandos complexos. Elas podem precisar de repetições ou instruções curtas e sequenciais, revelando uma dificuldade no processamento de informações e na memória de trabalho.

5. <b>Impaciência e dificuldade em esperar a vez:</b> A manifestação da impulsividade não se limita à agitação física. Interromper conversas, responder precipitadamente e ter baixa tolerância à espera em jogos ou filas são indicativos de uma busca por gratificação imediata e dificuldade de controle inibitório.

6. <b>Flutuação significativa no desempenho escolar:</b> Um rendimento acadêmico inconsistente, com dias de brilhantismo e outros de grande dificuldade, sem motivo aparente, pode ser um sinal. Essa irregularidade reflete a dificuldade em manter a atenção e o esforço constante, impactando a aprendizagem de forma intermitente.

7. <b>Reações emocionais intensas e desproporcionais:</b> A dificuldade em modular emoções leva a reações exageradas a pequenas frustrações, como explosões de raiva ou choro prolongado. Esse descontrole emocional, muitas vezes confundido com mau humor, é uma faceta da desregulação associada ao TDAH.

8. <b>Esquecimento de rotinas e compromissos diários:</b> Apesar de repetidas lembranças, a criança esquece tarefas básicas da rotina (lição de casa, higiene) ou recados importantes. Isso não é desobediência, mas uma falha na memória de trabalho e na capacidade de manter a atenção sustentada nas obrigações diárias.

9. <b>Exaustão e irritabilidade pós-escola:</b> O esforço exaustivo para manter o foco e controlar a impulsividade na escola drena a energia da criança. Ao chegar em casa, a exaustão pode se manifestar em irritabilidade, birras ou uma necessidade intensa de descompressão, muitas vezes mal interpretada.

10. <b>Dificuldade em transições e mudanças de atividade:</b> Mudar de uma atividade prazerosa para uma obrigação, como parar de brincar para estudar ou sair de casa, pode gerar resistência, oposição e crises de birra. Essa rigidez em transições indica dificuldades com flexibilidade cognitiva e autorregulação.

O TDAH na vida diária: manifestações em casa e na escola

As manifestações do TDAH variam entre os ambientes. Em casa, os sinais podem incluir brigas por rotina, desorganização pessoal, impulsividade nas interações familiares e dificuldade com tarefas domésticas. No ambiente escolar, o TDAH se reflete em problemas para copiar da lousa, perda de material, interrupções frequentes em sala, dificuldade em terminar tarefas e baixo rendimento acadêmico. É fundamental que pais e educadores trabalhem em conjunto, observando esses padrões em diferentes contextos para uma avaliação completa e um plano de apoio consistente.

A urgência da avaliação e do apoio profissional

Reconhecer e intervir precocemente no TDAH é crucial para evitar impactos negativos a longo prazo na autoestima, desempenho acadêmico e relações sociais da criança. A busca por avaliação profissional é indicada quando os sinais persistem por mais de seis meses e causam prejuízo significativo em pelo menos dois ambientes da vida da criança. O pediatra é o primeiro ponto de contato, podendo encaminhar para uma equipe multidisciplinar, que frequentemente inclui neuropediatras, psiquiatras infantis, psicólogos e psicopedagogos, garantindo um diagnóstico preciso e um plano de tratamento abrangente.

Estratégias e suporte: construindo um futuro para crianças com TDAH

O tratamento do TDAH é predominantemente multimodal, combinando terapia cognitivo-comportamental (TCC) para desenvolver habilidades de autorregulação, treinamento de habilidades sociais, e intervenções psicopedagógicas focadas em organização e estratégias de aprendizagem. O papel da família e da escola é insubstituível. Programas de treinamento parental, comunicação clara, estabelecimento de rotinas e reforço positivo são vitais. Na escola, adaptações pedagógicas e um ambiente de compreensão são essenciais para que a criança com TDAH possa florescer e alcançar seu pleno potencial, não apenas superando desafios, mas também utilizando suas qualidades.

Com informação, observação atenta e apoio profissional, o TDAH pode ser gerenciado de forma eficaz, permitindo que as crianças desenvolvam todas as suas capacidades. Em Palhoça, estamos comprometidos em trazer informações que empoderam nossa comunidade. Fique por dentro das últimas notícias, análises aprofundadas sobre saúde, educação e tudo o que importa para nossa cidade. Continue navegando no Palhoça Mil Grau para mais conteúdo relevante e de qualidade!

Fonte: https://www.metropoles.com

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